Sexualities, health vulnerabilities and the fight against the AIDS epidemic among transvestites in the city of Marlia-SP

Published: June 16, 2010

A pesquisa investiga como gênero, sexualidade e outros marcadores de diferenças produzem valores, convenções, condutas sexuais e eróticas, bem como, contextos de vulnerabilidades a epidemia de HIV/AIDS entre as travestis que se prostituem na cidade de Marília-SP e suas parcerias afetivo-sexuais. Indagando sobre as negociações, os modos e as condições da gestão da sexualidade acionadas nestes arranjos para além das trajetórias da prostituição.

Através da etnografia dos territórios de prostituição, entrevistas com agentes de saúde e travestis de diferentes faixas etárias e inserções sociais, a pesquisa observa as interações entre técnicos dos serviços de saúde especializados em prevenção das DSTs e HIV/AIDS, alocados no Programa Municipal de DST, AIDS e Hepatites Virais da Secretaria Municipal da Saúde de Marília-SP junto à população visada, e pergunta como as travestis e suas parcerias são incluídas nas ações de prevenção de HIV/AIDS.

A pesquisa auxilia a produção de conhecimento sobre os impactos do investimento da tecnologia normativa centrada na responsabilização dos sujeitos para a condução da vida saudável, em campos específicos de arranjos afetivo-sexuais, e na construção da corporalidade travesti sob a perspectiva de suas experiências frente à heteronormatividade e as normatividades em saúde, contribuindo para o alargamento dos direitos a qualidade de vida das travestis, e formulação de políticas públicas de saúde, especialmente no que diz respeito às iniciativas do "Plano nacional de enfrentamento de Aids e das DST entre gays, HSH e travestis", do Ministério da Saúde, e do "Plano nacional de promoção da cidadania e direitos humanos de LGBT", da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, nas diretrizes sobre: 1- a produção de conhecimento sobre vulnerabilidades das travestis frente à infecção pelas DST e pelo HIV, 2- o monitoramento e avaliação das políticas públicas, 3- o combate ao preconceito, transfobia e a visibilidade positiva das travestis.

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